Saúde do Bebê

Doenças

Considerando que o pulmão é um dos últimos órgãos a se formar no bebê, ainda mais no caso do prematuro, a maior preocupação deverá ser com as doenças respiratórias.

Infecções respiratórias: bebês prematuros tem chances maiores de apresentar infecções respiratórias por agentes virais ou bacterianos com quadros mais graves, que podem necessitar de internação hospitalar. Os vírus que acometem estes bebês geralmente são agentes sazonais, ou seja, circulam mais comumente em épocas específicas do ano e podem levar desde de quadros menos graves como corizas e otites sem complicações, até quadros mais importantes como pneumonias e bronquiolites. Dentre os principais vírus temos o rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) que pode estar mais relacionados a quadros de bronquiolite, e o vírus influenza (vírus da gripe), dentre outros. Para prevenir formas mais graves de infecções respiratórias assim como outras doenças temos disponíveis vacinas e imunoprofiláticos (medicamentos que conferem proteção para infecções por um período determinado) recomendados especificamente para os bebês prematuros. No link ao lado "Calendário de Vacinação" você poderá ver quais são as vacinas recomendadas para os bebês prematuros pela SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações), muitas delas já estão disponíveis nos postos de vacinação outras podem necessitar de prescrição pelo médico do seu bebê.

Doença pulmonar crônica: os bebês que são muito pequenos e necessitam de oxigênio e de um respirador, podem estar sujeitos a desenvolver displasia broncopulmonar (DBP). Como resultado, chega pouco oxigênio aos tecidos. O tratamento geralmente inclui suporte respiratório constante e boa nutrição com aporte complementar de calorias para o crescimento. Com o tempo e os cuidados constantes, os bebês com DBP superam os problemas pulmonares.

Apneia: normalmente um bebê muito pequeno respira irregularmente. Por exemplo, pode fazer várias respirações curtas, parar de respirar durante alguns segundos e, em seguida, começar a respirar outra vez em cadência regular. Se uma pausa na respiração durar mais de 15 a 20 segundos, será denominada apneia. É tratado habitualmente com uma fricção ligeira ou com batidas leves no braço ou na perna, para “lembrar” ao bebê que ele tem de respirar. Se o bebê tiver vários episódios, pode ser que o médico recomende a administração de uma quantidade extra de oxigênio ou um medicamento que promova a respiração regular.

Outros problemas mais comuns:

Anemia: os bebês prematuros podem apresentar anemia (redução da hemoglobina no sangue), que é originada por diversos fatores. O tratamento da anemia é feito de formas diversas, de acordo com o grau de gravidade de cada caso. Em casos mais graves pode envolver transfusão de sangue ou medicação que estimule o aumento da produção de glóbulos vermelhos.

Canal arterial persistente: o vaso sanguíneo que liga a artéria pulmonar à artéria aorta antes do nascimento é denominado canal arterial. Essa abertura é necessária antes do nascimento mas normalmente se fecha durante as primeiras horas ou dias após o parto. Nos bebês prematuros poderá não se fechar sozinha. Nesses casos o médico poderá prescrever uma medicação ou recomendar uma cirurgia para reparar o problema. Poderá parecer alarmante mas, de acordo com a maioria dos médicos especialistas, pode ser feita com relativa facilidade.

Distúrbios da glicose no sangue: é comum que bebês prematuros apresentem uma variação na quantidade de açúcar no sangue; esta poderá estar muito elevada ou muito baixa. Na maior parte dos casos os níveis são facilmente corrigidos por aumento ou diminuição da concentração de açúcar nos líquidos administrados ao bebê. Os problemas de açúcar no sangue nessa fase não significam necessariamente que a criança desenvolverá mais tarde diabetes.

Enterocolite necrotizante (ECN): alguns bebês podem desenvolver inflamação em parte dos intestinos, o que pode levar ao desenvolvimento de enterocolite necrotizante. É uma situação muito grave e caso os médicos suspeitem dessa doença, provavelmente interromperão a alimentação regular e passarão a administrá-la por via intravenosa. O bebê necessitará radiografia, medicação e exames de sangue frequentes, mas a maior parte dos bebês com essa doença se recupera e não volta a apresentar dificuldades.

Icterícia (cor amarelada de pele e mucosas): não é raro que bebês prematuros desenvolvam icterícia durante os primeiros dias após o nascimento. Normalmente, é causada por níveis excessivos de bilirrubina. Isso acontece pelo fato de o fígado dos bebês prematuros ainda não ser capaz de processar essa bilirrubina com a rapidez necessária.

Retinopatia da prematuridade (ROP): um crescimento anormal dos vasos sanguíneos oculares pode ocorrer nos bebês prematuros, especialmente nos que nascerem com antecedência de 12 semanas ou mais. Os médicos decidirão se a ROP desaparecerá sem intervenção externa ou se necessita de tratamento, o que poderá envolver cirurgia.